É
considerado um dos maiores génios poéticos da nossa literatura,
e um dos poucos escritores portugueses mundialmente conhecidos,
e cujas obras foram traduzidas em várias línguas, embora só um
livro "Mensagem" tenha sido publicado em vida.
Nasceu em Lisboa, em 1888, tendo partido após o falecimento de
seu pai e segundo casamento da sua mãe, para a África do Sul.
Frequentou várias escolas, recebeu uma educação inglesa, fez o
secundário em Durban, onde obteve resultados brilhantes. Nos
finais de 1903, fez o exame de admissão à Universidade de Cabo.
Regressou a Portugal em 1905, fixando-se em Lisboa, cidade onde
viveu e onde iniciou uma intensa actividade literária.
Matriculou-se no Curso Superior de Letras, tendo-o abandonado
definitivamente em 1907, altura a partir da qual decidiu
trabalhar como " correspondente estrangeiro", actividade essa
que manteve por alguns tempos.
Em 1912 estreou-se na revista "A Águia" com artigos de natureza
ensaística. 1914 dá-se a criação dos três conhecidos
heterónimos: Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos e o
semi-heterónimo Bernardo Soares.
Em 1915, com Mário de Sá-Carneiro, Almada Negreiros e outros,
esforça-se por renovar a literatura portuguesa , através da
revista Orpheu, que servia para expor novas ideias e novas
estéticas, e foi decisivo para a implementação do Modernismo em
Portugal.
Pessoa é inegavelmente um poeta universal, na medida em que nos
foi dando, mesmo com contradições, uma visão simultaneamente
múltipla e unitária da vida. É precisamente nesta tentativa de
olhar o mundo de uma forma múltipla que reside uma explicação
plausível para ter criado os célebres heterónimos.